14 março 2023

VOANDO COM JESUS

 

@Silvana Fassini,
aluna do 5º período de Teologia da Fasseb

 

 A família  vivia em uma grande cidade, todos eram membros ativos de uma igreja perto de sua casa e  as meninas cantavam na mesma igreja e tocavam violão. Quando se reuniam era grande a algazarra. O pai parecia uma criança junto com as filhas Júlia, de 13 anos e Mariana, de 11 anos.

A mãe observava, incentivando o dom que Deus lhes dera. Julia era uma menina inteligente e  poucas vezes deixava de estudar para acompanhar a mãe nas saídas que se fizessem necessárias, enquanto Mariana estava sempre disposta..

Naquele noite, em especial, estavam todos ansiosos. Iriam viajar no dia seguinte para a casa dos avós maternos e, pela primeria vez, as filhas iriam de avião. Julia, mais introvertida, perguntava pouco e Mariana estava curiosa com tudo.Chegado o grande dia, todos se dirigiram de táxi ao aeroporto e, ansiosamente, as meninas aguardaram a entrada no avião. Ao acomodar-se Mariana ficou na poltrona perto da janela, Julia no meio e sua mãe do lado das duas. O que parecia ansiedade começou a parecer medo para Mariana que perguntou à mãe:

    - Mamãe, e se o avião cair? Ao que a mãe respondeu:

     - Minha filha, você lembra que quando saimos de casa convidamos Jesus para estar conosco e que Ele mora no nosso coração e também nas mansões do céu? E Mariana, acenando a cabeça, confirmou que lembrava. E a mãe continuou:

    - Se este avião cair nós vamos morar para sempre com Jesus.

Mariana ouviu a mãe, atenta e seriamente, e a partir daquele momento esboçou um grande sorriso, acomodou-se na poltrona e a preocupação e ansiedade deram lugar           à confiança.

Jesus disse em certa ocasião: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus”. (Marcos 10.14). Mariana mostrou, através da sua confiança, que quando nós entregamos a Jesus as nossas ansiedades e preocupações desaparecem. Sejamos como as crianças, crendo que o Senhor sempre está no controle de qualquer situação.

 

 

O GAROTO QUE APRENDEU A DESCANSAR EM DEUS

 

Luiz Carlos e Silva,
aluno do 5º período de Teologia da Fasseb
@luizsilva777333

José, um garoto cristão, sentia uma necessidade latente de ajudar o seu próximo. Algo que o deixava triste era o fato de saber que mesmo colaborando com algumas pessoas, ele só promovia um certo alívio na dor que sentiam.

Em oração falava para Deus:

— Talvez fosse melhor retirar do meu coração este peso, assim, viveria sem pensar no outro, fechando os olhos à realidade que me rodeia.

Mas, no seu íntimo, sentia Jesus falando com ele através da Escritura:

— Ame o seu próximo como a si mesmo.

Vinha em sua mente o que Deus deseja: que nos importemos com os problemas sociais e, de forma direta, partilhemos nossa “comida com o faminto”, abriguemos “o pobre desamparado”, visitemos “o nu” que encontrarmos e não recusemos “ajuda ao próximo” (Is 58:7).

Num certo dia, José assistia a um filme e, de forma despretensiosa, teve uma luz enquanto uma cena se desenrolava. Nela, um casal resolve iniciar um trabalho voluntário de doar refeições para os moradores de rua na madrugada. Um homem, já com certa idade, recebe aquela refeição e logo se retira do local. O casal segue-o até um beco e se estabelece um diálogo. Ele lhes diz:

— Vocês pensam que estão apenas saciando minha fome.

Eles respondem:

— Sim.

Ele esclarece:

— Vocês mataram minha fome e foram além, vocês me viram! Aos olhos de vocês tornei-me visível novamente! O que fizeram por mim teve reflexo em meu corpo e causou um grande impacto em minha alma, pois me enxergaram como um ser humano.

Através dessa cena, José compreendeu que perceber o seu próximo, com ações e demonstrações de amor e generosidade, é o quê se pode fazer. A obra da restauração completa pertence a Deus que a executará plenamente quando vier em glória.

Compreendeu, também, que deve ajudar, mas não deve carregar o peso da solução de todos os problemas das pessoas, pois essa tarefa pertence exclusivamente a Deus, que vai realizá-la no tempo devido.

UMA PARÁBOLA PARA TODOS OS TEMPOS

Cláudio Gomes da Silva Alencar
Aluno do 5º período em Teologia
@claudioalencar

 

E disse Jesus: “Amarás [...] ao teu próximo como a ti mesmo”. (Lucas 10.27)

            O senhor Nonato morava em um povoadozinho perto da cidade. Um dia, quando ia para a cidade montado no seu burrinho, uns ladrões malvados o atacaram. Bateram nele, machucaram, roubaram e o deixaram quase morto.

            Naquela estrada passavam muitas pessoas, de todas as classes da sociedade. Passou um homem que era líder da igreja, um religioso, seu Justino. Viu o homem caído e nada fez por ele. Passou também o seu Arimatéia, que era cantor da igreja e, da mesma forma, não se importou com o senhor Nonato.

            O senhor Nonato já estava sem esperança, quando de repente passou homem desconhecido! Esse homem não morava por ali. Ele viu o senhor Nonato caído e gemendo no chão. Desceu do seu jumentinho e, mais que depressa, cuidou das feridas do senhor Nonato.

            Este homem bondoso colocou o senhor Nonato em cima do seu jumentinho e o levou para um hospital. Chegando lá, disse aos profissionais: “cuidem deste moço. Vou pagar todas as despesas com o cuidado e ainda vou deixar um dinheiro extra, caso precise de mais”. Assim, cuidaram do senhor Nonato, que ficou curado, além de muito feliz e grato pelo gesto de amor daquele homem desconhecido.

            Quando precisamos de ajuda, não é certo que gostaríamos também que algum homem bondoso passasse e nos ajudasse? Se outra pessoa precisa de auxilio, Jesus disse que devemos ser para ela como um vizinho, um “próximo”, assim como o desconhecido foi o próximo para o senhor Nonato (cf. Mateus 22.39).

É assim que podemos amar o nosso próximo como amamos a nós mesmos!

VOANDO COM JESUS

  @Silvana Fassini, aluna do 5º período de Teologia da Fasseb     A família   vivia em uma grande cidade, todos eram membros ativos de...